quarta-feira, janeiro 23, 2008

O Recomeço

Voltei das férias.
É sempre uma alegria chegar em casa e sentir-se novamente no seu ambiente, entre seus livros e fotos, entre seus amigos e gatos, no seu lar. É tão bom respirar o ar da sua casa e finalmente usufruir do que é seu!
Obviamente estou falando de São Paulo. Agora que voltei para a Bahia, me afasto nova e temporariamente das coisas que amo para maquinar outra vez um jeito de permanecer viva e sã por mais algum tempo, até as próximas férias.
Claro que aqui também tenho livros e gatos, mas sabe como é, também estão deslocados.
O bom é que isso tudo me engrossa o couro da sensibilidade e me torna impermeável a certos absurdos que eu não suportaria se já não os tivesse visto às fartas. Ou seja, na Bahia eu crio uma certa fleuma que me faria falta no futuro, quando eu for para a Escandinávia.
O carnaval está chegando e com ele todo o mau-gosto do mundo vem pra cá: é a festa do povão, esse povão Brasileiro, essa gente bonita, esse povo honesto e trabalhador, essas mães de família, esse povo pobre mas feliz, etc.
Não há abismo profundo que chegue para impedir as batucadas de alcançarem meus ouvidos, mas que se há de fazer? Se alguém quiser vir curtir as rebolativas canções do trio elétrico, saracotear na rua a 38°C à noite, beber nova schin morna, ser pisoteado e esmagado pelos chicleteiros e comer espetinhos de camarão de procedência duvidosíssima, pode vir. Fique lá em casa, eu jogo um colchão na varanda. Nem vou cobrar, sabe lá se é promessa, ou o que faz alguém fazer um negócio desses.
Depois que o Carnaval passar, terei alguns dias para pensar num jeito de me imunizar contra a micareta. Porque não tem vacina pra isso, ainda.
Mas não vou começar o ano com o pé esquerdo: passarei os próximos onze meses em companhia de Manet, Velásquez, Goya, Bosch, Tiziano e mais meia dúzia de mestres que me despertarão e me confundirão. E ouvindo música árabe. Meu nariz tem uma sensibilidade musical extremada e me levou a comprar um CD de música árabe. Isso também faz parte do pacote que inclui palidez mórbida em pleno Janeiro e outras vantagens maravilhosas de ser eu.
Como dois mil e oito é um ano par, e gosto dos números pares, provavelmente não farei tanta birra com o passar dos meses.
Portanto, podem contar com uma Badá mais alegre e com mais assunto esse ano (não garanto nada que não vá mudar de idéia nas próximas horas e me manter firmemente emburrada até Dezembro).
Feliz 2008 para todos e agora parem de ler bobagens e vão trabalhar, seus patifes.

3 comentários:

Ed disse...

welcome back, demoiselle.

Rey Jr disse...

veio pra RP e não deu nem um alô?
imperdoável.

favor não falar mais comigo pelos próximos 130 anos Akrosyanos.

chata =(

Badá Rock disse...

Rey, do I have your phone number??? Hein? Mas foi imperdoável mesmo. Vou ver se arranjo outras férias e corrijo o mal feito.