terça-feira, março 10, 2009

Fim de férias

Então finalmente começa o ano no Brasil, ou ao menos na Bahia, se é que começa o ano, porque logo já se emendam as festas de final de ano e ninguém tem mais tempo pra nada.
Cheguei das férias e por isso já não tenho o menor ânimo, tudo se tornou ruim e sórdido.
Fiquei nove dias de férias, quatro deles dentro de um carro, e mais metade de um num ônibus (que injustiça, no ônibus foram somente quatro horas - mas que me custaram o dia, porque tive que tomar um remédio para dormir e não ver que estava no ônibus).
O restante, gastei dormindo e comprando livros, e isso foi revigorante e alegre. Nem tomo conhecimento dos toiços que teimam em brotar à roda da cintura, não sei bem por que (ignoro que o incremento da quantidade de calorias e a redução do exercício sejam causas plausíveis para esse fenômeno).
Minha sentença é cretina, minha condenação, severa, meu veredicto, errado, minha acusação, injusta, e meu crime é bem pequenininho (ter nascido no interior não configura agravante).
Somos do mesmo planeta, e nem parece!? Meus coleguinhas locais me detestam, e mais ainda ao meu filtro solar FPS 50 e ao meu chapeuzinho (quase saiu um chapèuzinho, fazer o quê?). Tenho tanta ginga quanto uma ânfora de alabastro cheia de licor de tâmaras.
Claro que os palanques e arquibancadas já estão sendo erguidos para a próxima festança: lá para Abril, longínquo e distante Abril. Que horas são?
Por sorte trouxe um livro (um não, vários) longo e vagamente tedioso, mas também esplêndido. Em poucos dias acaba a festa e com ela, o livro, e nem sequer tomarei o remédio do ônibus.
A Chapada Diamantina é linda, mas não, não foi ela que visitei: fui ver as capivaras paulistas, que eu gosto. À Chapada irei quando tiver um tempinho, que ela está aqui por perto e, se nunca fugiu, não é agora que o fará. Dizem que os fenícios rabiscaram uns negócios nela, um dia tenho que ver de perto. Fenícios, meu bem.
Se bem que por todo lado aqui em volta tem rabiscos de todas as etnias, e não me interesso por eles, especialmente os que dizem “seja bemvindos” e “buchada na promosão”.
De qualquer modo conheci Sauípe, uma praia que tem areia e adiante um mar, e onde a entrada é proibida para curiosos e gente farofeira (houve alguns lapsos). Estava bom lá, os animais são bastante comunicativos. Já as pessoas, não sei.
Esse texto resume tudo sem seqüência nem critério, de modo que não faz sentido. Só agora percebi e é tarde para corrigir. Muito tarde.
Ontem me chateei muito, alguém já leu “A pequena sereia”? Triste, triste. Tão triste quanto a reforma ortográfica. Não consigo me conformar. Sério. Sou apegada aos bens materiais (acentos diferenciais, tremas, e outros acessórios). Já são meses nessa angústia.
Mas voltando ao assunto, estou de volta das férias. Deixe-me trabalhar, por favor. E vá trabalhar também.

Você não vai me ver na foto, pois havia sacis nesses matos e eu preferi passar a tarde na livraria.

Um comentário:

bastaestarvivo disse...

como é? mais ou menos:
fui ao campo com grandes propósitos
mas lá só havia ervas e árvores
e quando havia gente era igual à outra...