segunda-feira, abril 13, 2009

Domingo de Páscoa

Ontem à noite estava bebendo vinho em companhia da minha gata Picky e, por algum motivo, resolvi fazer uma dancinha dos tempos de colegial (lá se vão... poucos anos, na verdade).
Infelizmente, no sábado eu havia enfiado o pé num buraco e machucado terrivelmente o dedão, que no momento da dança ainda estava inchado. Estimulada pelo vinho, arrisquei uns passos de Emhê (pronuncia-se como “emê", mas quando for falar o M, você põe um palmo de língua pra fora) e acabei agravando o ferimento.
Não sei por que tanta disposição, visto que havia acabado de ler O Corvo pela enésima vez neste fim de semana, e passei a Páscoa longe dos meus. E além disso, vi no Discovery uma reportagem nojenta e horrorosa que me recuso a comentar, exceto para dizer que era nojenta e horrorosa, e ainda o faço com engulhos.
Daí a beber um Bordeaux foi um pulo, com a desculpa da comemoração da Páscoa e o incentivo da Picky, que não me deixou comprar outro. Para fazer valer cada gota, decidi ficar alegre.
Minha alegria durou até bastante, mas fui para a frente da televisão e me deparei com o Fantástico, um programa lúgubre e infame que tem o poder de drenar minhas forças e me deixar prostrada de desespero e impotência perante a existência do Zeca Camargo. Esse erro terrível me custou caro. Não demorou muito, outros gatos da casa vieram exigir sua ração de carinho, e fui soterrada sob montanhas de pêlos e prrrrrr.
Não pude abandonar a sala, nem desligar a TV, nem parar de pentear e fazer carinho nos gatos, nem parar de beber vinho, e algo me fez querer dançar e deu no que deu.
Vim trabalhar mancando.

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