segunda-feira, dezembro 06, 2010

Baudouin

Naquela noite afundamos o Marguerite. Levei um tiro de arcabuz no ombro. Conseguimos trazer onze arcas para o Voleur. Apenas uma continha joias. Consegui juntar um punhado e enfiar nos botins antes de cair no mar. Só me lembro de acordar na masmorra.
Passei treze dias nas mãos dos soldados, aguardando a execução. No grande dia, consegui fugir da praça sob a saia de Hélène.
Vinguei-me de Isidore numa noite de festejos. Como não se faz a um cão.
(Da série: memórias de fatos que nunca ocorreram)

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