sexta-feira, agosto 26, 2011

Soluções práticas para tudo

Sete bilhões de pessoas no mundo. Escassez de água, petróleo e energia elétrica. Péssima distribuição de outros recursos, como alimentos e remédios. Gente feia e sem educação. Animais de rua sofrendo diante dos olhos de todos e transmitindo doenças. Música ruim tocando nas rádios e na internet.  Florestas diminuindo à velocidade do som. Calor, tv aberta, drops sabor bacon.
O mundo está em franca decadência, está se desintegrando.
Um dos principais motivos é que a própria humanidade está de mãos atadas e não pode agir, devido a seus auto-impostos recalques morais e hipocrisia politicamente correta.
Mas se fôssemos seres sensatos, haveria solução para quase tudo isso. Quer ver?

Esterilização compulsória. A mulher ou homem tem mais de um filho? Esteriliza-se a pessoa e assim impede-se que continue a botar filhos como moscas botam ovos. Ninguém precisa de mais gente num mundo que já tem muitos bilhões a mais que o necessário. Para que mais gente? Está faltando gente na sua rua, no seu bairro? Está sobrando país no seu continente? Há algum hemisfério desabitado que carece de população? Não. Tem gente saindo pelas frestas, caindo pelas beiradas da Terra - se espatifando lá embaixo, no fundo do abismo. Tem gente demais. Não se produz nada em quantidade suficiente - ou se acaso há recursos, não há logística. Porque há muitas estradas, mas todas congestionadas. Muitos barcos apinhados. Aviões superlotados. Gente que não acaba mais. Então, se tem gente contribuindo para essa superpopulação, que seja castrada imediatamente. Arranquem-se-lhe os miúdos reprodutivos (cegonha, repolho, útero, a coisa toda) assim que o primeiro herdeiro (ou primeiros, no caso de gêmeos) pintarem na área. Assim, impedimos que algum ser humano acrescente insulto à injúria e faça ainda mais filhos. Até porque, os genes de ninguém são tão valiosos. Na verdade, alguns deviam parar antes do primeiro filho.

Redistribuição de pessoas. Nada de fertilização e outras técnicas satânicas que permitam a mais gente fabricar crianças. Ninguém precisa de mais crianças. Crianças brotam como capim, em toda parte há crianças, todo mundo tem uma ou duas sobrando. Os orfanatos e hospitais sempre têm petizes soltos que foram feitos sabe-se lá por quem e que não têm família. Basta que essas crianças sejam entregues a quem não tem filhos mas gostaria de ter. É tolice fabricar mais filhos enquanto há filhos precisando de pais que os criem. 
E vou além: O casal ali não tem filhos, é um casal razoável, ninguém se pendura na rede de alta tensão, morde os cantos das paredes ou caminha plantando bananeira. Tomem-se então alguns filhos dos casais de completos desgraçados que há em toda parte e levem para o casal sensato criar. Afinal, ninguém é capaz de criar oito ou nove filhos, mas alguns irresponsáveis acham graça em fazer crianças sem saber nem mesmo se poderão criá-las. Uma vez encaminhado o guri, os pais biológicos são esterilizados e podem continuar a se divertir treinando, mas nenhum filho resultará disso.

Racionamento de comida. Oh, não grite feito uma garotinha. Racionamento é bom. Quer ver? Ontem mesmo tive contato com uma mulher de 28 anos que pesa 150 QUILOS. Assim, em maiúsculas. Jovem, olhos claros, é uma mulher inteligente e talentosa. Mas deixou-se chegar a aberrantes 150 quilos e detesta que alguém mencione seu sobrepeso. Por que? Porque ela diz que tem seus motivos para ser obesa. Eu compreendo que motivos são esses: comer demais, e comer demais da conta. Levando-se em conta que ela mede 1,60m de altura, presumo que ela pesa o que pesariam três mulheres da mesma altura e idade que estivessem dentro do IMC considerado saudável pela Organização Mundial de Saúde. Presumo, portanto, que ela come tanto quanto bastaria para alimentar três mulheres de sua mesma altura e idade, mas que pesassem 50 Kg cada uma (peso saudável para a altura). Há milhares de mulheres dessa idade que pesam menos que o considerado saudável pela OMS e que vivem com a saúde ameaçada pela desnutrição. E mais jovens também. E mais velhas. E homens também. Então devia haver um racionamento que distribuísse de maneira honesta e equalitária a comida entre as pessoas. Alguém devia arrancar das mãos dessa gorda todos os alimentos que excedem sua necessidade diária e dar para alguém que precise. Não haveria obesos e não haveria famintos. Mães não veriam seus filhos morrerem de fome pesando o mesmo que um gato magro, num país qualquer da África. Homens viveriam o bastante para ver seus filhos crescerem e se tornarem  adultos. Velhos teriam nutrição adequada. E o sistema de saúde se beneficiaria dos milhões e milhões de crianças, jovens e adultos que deixariam de frequentar os hospitais todos os dias por causa do excesso de peso (ou por desnutrição). Todos os cirurgiões, ortopedistas, endocrinologistas, gastroenterologistas e nutricionistas do mundo passariam a atender pacientes realmente doentes e casos raros, e não somente gente que se entope de comida e ferra o próprio corpo. As farmácias passariam a vender remédios para doentes e não para glutões. E certamente todas essas pessoas estariam mais satisfeitas e alegres por ter saúde e agilidade para executar seu trabalho e usufruir de seus hobbies, transar loucamente e... sei lá, correr da polícia.

Educação cruzada. É assim: Os filhos seriam trocados de família ao completar a idade de ir à escola (seis anos). Veriam seus pais verdadeiros somente nos finais de semana, pois durante a semana estudariam e seriam educados por outra família, cujo filho estaria com a família do primeiro. Cada família se esforçaria muito para educar a criança da melhor maneira possível, pois estaria ciente de que a família dele mantém seu filho refém educa sua criança. E por outro lado, cada família teria rigidez e firmeza para criar a tal criança, pois não se comoveria com manhas e mentirinhas - afinal, não é seu filho. Não haveria criancinhas mimadas cujos pais passam a mão na cabeça mesmo sabendo que o bandidinho rouba o lanche dos colegas, xinga a professora, é rude com velhinhos e ofende membros de minorias. As famílias exigiriam do pimpolho um comportamento correto, e menos que isso não seria tolerado, afinal quem esse moleque pensa que é? E maltratar a criança estaria fora de cogitação, afinal o seu filho está lá com os outros, e você não gostaria que alguém batesse nele, certo? Os pais não impões limites a seus próprios filhos porque são bananas, egoístas e deslumbrados. Mas com o filho dos outros é diferente, eles seriam mais firmes e mais sensatos, porque o brilho ofuscante do seu próprio filho estaria longe demais para obstruir seu raciocínio.

Eutanásia é coisa boa. Ninguém deveria ter seu sofrimento prolongado por parentes pegajosos e cheios de remorso. Manter um ente querido moribundo por anos e anos é um ato de extremo egoísmo e crueldade. Ninguém precisa - ou quer - virar uma espécie de mandala macabra a ser observada pelos outros com fins religiosos e de autoafirmação. Tem gente que quer posar de bonzinho mantendo a mãe entubada por cinco ou seis anos com uma sonda em cada orifício e bebendo remédio como eu tomo Tang. Isso não é ser bonzinho, é ser idiota. Seu parente não vai se curar, não vai haver milagre, não. Acha que seu pai vai sair do coma aos 86 anos, pular da cama sorrindo e correr pra rua para jogar bola com as crianças? Não. Ele está sofrendo. Não vai se recuperar. Faça o favor de desligar esses aparelhos. Na natureza, ele já teria morrido. Todo mundo morre. Se o que respira por ele é uma máquina, é porque ele não pode mais. Parece cruel deixar alguém morrer naturalmente depois de ter vivido bem e cumprido tudo o que podia durante seus anos de vitalidade, mas é assim que funciona. Para acabar com certos dilemas hipócritas de carolas egoístas, a eutanásia deveria ser legalizada. Assim ninguém teria de se preocupar em "tornar-se um criminoso". De minha parte, acho que seria legal que cada um portasse uma autorização. Sei lá, um chip, uma coleira como os cães têm, uma notinha a caneta na palma da mão esquerda. Se bem que para a justiça isso não vale nada, mas né... acabaria com a choradeira e aquele ranço temeroso da parte da família. Afinal, se eu quero algo, eu faço ou eu peço. Nossas leis são tolinhas. Querem, encarniçadamente, preservar vivo um corpo que já não tem capacidade de viver e não pode seguir com a vida. Imagine-se com um tubo no reto, um na uretra, um na garganta, fios no escoço, agulhas nos braços, esparadrapos em toda parte, cama quente, cheiro de urina, dores atrozes... quanto tempo você gostaria de passar nessa situação? Oh, sim. Vamos ao próximo.

Sacrifício humano, ou pena de morte. Com leis rígidas e aplicadas, a convivência entre as pessoas deveria ser pacífica. Mas nem sempre é. Sempre há o mau-caráter - o sujeito que, ainda que tudo vá bem, quer mostrar que é um monstro. Gente assim não pertence à nossa espécie. 
Imagine que tudo vai bem na sua vida, então entra alguém na sua casa, rouba tudo o que você tem, estupra sua mulher, mutila seu filho, ateia fogo ao seu carro... bom, alguém me corrija se eu estiver enganada, mas esse sujeito é malvado. Ele não roubou um pão para comer - o que já é criminoso -, mas tripudiou na vida, agrediu a própria humanidade presente na vítima, a própria dignidade. 
Digamos que é alguém doente, e que essa doença não tem cura, porque o mal está nele - é ele. Ele vai agredir e matar porque curte o negócio. É um doente. E o que fazemos com doentes que não têm cura? Bom, hoje em dia nós prolongamos seus dias de vida mantendo-os em jaulas e alimentados pelo Estado, a fim de que saiam dali pior do que entraram. Mas a solução sensata para esse tipo de doente seria a eutanásia. Falamos dela ali em cima. É uma maneira honrada de pôr fim a uma vida. Se é que isso é vida. Digamos, uma existência. Põe-se fim a uma doença e com ela vai o doente - mas pelo menos acabou. Os bandidos não saram. Não vão se tornar amiguinhos, filhotes de Madre Teresa, almas abençoadas, anjos de candura. Eles transmitem sua doença e infectam a sociedade. Quem nunca foi assaltado, espancado, ameaçado, violentado de alguma maneira, deve estar me achando um monstro. Mas perguntem às vítimas dos bandidos (ou imaginem, no caso dos mortos) o que elas acham de a sociedade tirar de circulação, de maneira pacífica e indolor, um ser humano desses. Basta uma injeçãozinha. Ele vai dormir um soninho - e nunca mais matará, roubará, esfaqueará. Limpo, prático e elegante. E se acha que matar é deselegante, vá tomar satisfações aos veteranos de guerra que receberam medalhas por isso - e nem sequer mataram de maneira indolor e limpa. Vá lá perguntar a eles.

Guerras, ringues e apostas. Misturamos tudo e acabamos com o horror. Sabe "o horror", de que todo mundo fala quando comenta uma guerra? Ele acabaria se puséssemos os representantes dos países em conflito num ringue e abríssemos as bancas de apostas. O conflito acaba por nocaute ou por pontos, ninguém precisa morrer, e depois apertam as mãos e vão para suas casas. A população enche os bolsos de dinheiro. E o fabricante de pomadas para contusão ia ficar rico, porque há guerras demais no mundo e não faltariam lutas para ele patrocinar. Já que é para ter violência, que seja uma violência justa, saudável; uma arte marcial seria a coisa perfeita. Quem sabe até os líderes dos países aprendessem princípios de hombridade, justiça e compaixão com seus mestres.

Recompensa do Estado. Hoje o Estado trabalha com punição. Quem é malvado é punido (num mundo Ideal, está claro). Quem é bom, não ganha nada com isso. Se todas as soluções acima fossem aplicadas, o mundo já teria boa parte de seus problemas resolvidos (é, eu sou simplista sim, é assim que deve ser). De modo que o cidadão comum seria uma pessoa sensata, boa. O Estado recompensaria seus mais ilustres cidadãos - os mais econômicos, pacíficos e justos - com vantagens desejáveis. Desconto nos impostos. Abatimento nas mensalidades de convênio médico, escola, clube. Pirulito que acende luzinha. Sei lá. Só punir os maus não basta. Ninguém se sente incentivado a ser bom, a se destacar por suas qualidades. Mas num mundo Ideal, as pessoas achariam que de fato vale a pena ser bom e honesto.

Os problemas secundários (consequências da superpopulação e falta de educação das pessoas) seriam minorados por si só, como consequência da solução dos problemas primários. Menos árvores cortadas para fazer móveis vagabundos para famílias prolíficas. Menos petróleo para impulsionar veículos e fábricas. Menos pastos para gado, menos grãos plantados, menos efeito estufa, menos poluição, menos lixo. E, havendo menos desperdício de dinheiro, as pessoas poderiam tratar dos animais domésticos que acabam na rua sob desculpas desumanas - "não tenho condições de criar, não tenho tempo, blablabla". Com estudo e sem más influências, os jovens de talento produziriam arte de qualidade, e não o lixo musical e dramatúrgico que vemos hoje nos meios de comunicação. Todos os setores da vida, desde comer e morar até os mais sutis refinamentos dos agrados aos sentidos, passariam por melhoras (ou pelo menos não acabariam de deteriorar até o ponto de barbárie e miséria).
O que impede que tudo aconteça? O falso moralismo. O politicamente correto. As Leis complexas demais, cheias de exceções e que partem de princípios irreais. O apego, a auto-indulgência e a ganância de cada cidadão e principalmente de nossos representantes legisladores.
Se abandonássemos todos esses impecilhos morais e sociais, e partíssemos para a ação direta e prática (o Departamento de Setor de Redundância agradece), tudo ficaria bem.

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