quarta-feira, outubro 24, 2012

Como parecer rico

Há muitos posts na internet que nos ensinam a parecer ricas. Não "emergentes", que nada mais são que pobres que têm dinheiro, mas gente de classe, estirpe e nobreza - pessoas de famílias tradicionais que há séculos detêm o poder em suas mãos. A ideia é boa: se todos nós começássemos a nos portar como gente bem-nascida e bem criada, erradicaríamos a farofagem, a vulgaridade e a pobreza de espírito da face da Terra.
Mas sejamos realistas. Não é fácil forjar algo que vem sendo lapidado há milênios de civilização. A cultura das famílias ricas e nobres é muito diferente da nossa (desde o berço). E não falo "nossa" como se abrangesse a todos; falo de nós, pessoas alfabetizadas e que mastigam de boca fechada.
De qualquer maneira, existem meios de suavizar a diferença entre "nós" e os admiráveis ricos de nascença, os famosos quatrocentões.

- Aparência: os ricos são limpos, discretos, elegantes e cheiram bem. As mulheres são magras e os homens são atléticos. Uma barriguinha burguesa é permitida - revela os prazeres à mesa. Se estiver muito acima do peso, alegue um problema na tireóide e encerre o assunto (ricos nunca falam de doenças). Suas unhas são discretas, curtas e limpas, e no caso das mulheres, pintadas de cores cremosas e profundas, ou então cores próximas à da cor da pele. Nunca, nunca, têm glitter, desenhinhos fofos ou cores berrantes (a menos que a rica em questão tenha menos de dez anos). As roupas são boas, duráveis, bem cortadas e sem muitos enfeites (lacinhos, zíper colorido, botões em excesso, bolsos falsos, etiquetas brilhantes e coloridas, etc.). Nunca saem de moda, porque são escolhidas a dedo ou feitas sob medida. Se não puder arranjar algo igual, compre na C&A mesmo, mas tenha o cuidado de eleger peças simples, de cores neutras e que lhe caiam bem. Tenha uma ou duas peças-trunfo: um vestido cocktail de cor alegre, uma camisa de seda em tom pastel, ou lenço de cor berrante, para combinar com seu guarda-roupa simples.
Maquiagem simples, discreta, de cores neutras e foscas. Somente o batom pode ser de cor gritante, é até charmoso - mas nunca preto.
O perfume é imprescindível: sempre usado com parcimônia (apenas duas gotinhas), deve ter uma fragrância agradável, nunca forte demais, mas nunca imperceptível.
Os cabelos são curtos ou médios, jamais longos, e devem ter brilho e movimento. As ricas cuidam do cabelo. Se não puder cuidar, corte-os curtos e mantenha-os bem limpos e com a cor em dia (sem raízes brancas). Os homens têm cabelos curtinhos ou são carecas, e ponto final. Sua única inovação pode ser uma barba discreta ou um bigode aristocrático, porque um pouco de ranço de antiguidade é sempre sinal de nobreza.
As joias e relógios são simples e de bom gosto. Apenas um acessório pode ser exagerado: um anel de esmeralda ou um colar de brilhantes. Todo o resto fica low-profile. Se não puder comprar joias, use apenas uma aliança ou anel de formatura (verdadeiro), e dispense os acessórios. Prefira investir num batom de cor viva, óculos escuros grandes ou numa bolsa de qualidade.
Lembre-se: pessoas ricas dão-se o luxo de ter acessórios que ninguém mais tem. Por isso, pense em algo diferente que lhe seja útil e cause admiração. Pode ser um apito para cães (se você tiver um cão de estimação), luvinhas de dirigir de pelica, um chapéu maravilhoso, gravata borboleta, etc. Nada de presepada: este objeto é sua marca pessoal, deve ser belo, único e de excelente qualidade, e estar sempre com você.

- Postura: Os ricos são felizes. Estão satisfeitos consigo mesmos e com a vida que levam, e têm muitos prazeres. Por isso andam leves, com os ombros alinhados, e olham de frente. Nunca se arrastam corcundas ou de cabeça baixa. Um sorriso no rosto, ou ao menos um semblante leve, são fundamentais: rico mau-humorado está à beira da falência. Sentam-se e levantam-se sem ruídos, braços abertos ou grandes agitações. Caso tenham dificuldade de se locomover, usam bengala, mas sem perder a pose. Manter as costas eretas é fundamental. As mulheres abaixam-se com delicadeza, dobrando levemente os joelhos, sem nunca curvar-se ou abrir o decote. Acenam sem levantar muito o braço e com um sorriso jovial (nunca agitam os braços gritando "e aíííí?"). Aliás, ricos jamais gritam. Falar baixo é essencial. Caso se assustem, colocam a mão no coração sem emitir um ruído. Quando riem, o fazem baixinho e rapidamente, sem gargalhar por horas. Quando vêem algo nojento ou horrível, lamentam com um "que desagradável". E quando se irritam, dizem apenas "o senhor será contatado por meu advogado", sem perder a compostura. Cumprimentam com apertos de mão ou beijinhos no rosto, sem encostar de verdade (somente os filhos e o marido recebem beijinhos de verdade). Os grandes e antigos amigos recebem abraços e expressões de alegria "Como é bom revê-lo! Que saudade!" e nunca tapas nas costas e expressões vulgares como "Por onde andou, seu safado de uma figa?". Os ricos nunca andam com o celular na mão e nunca o atendem à mesa, porque estão sempre em companhias importantes, e porque receberam educação. Quando o atendem, afastam-se e falam baixo. Encerram logo a conversa e desculpam-se com os convivas.

- Cultura: Ricos estudaram em escolas boas e tiveram berço. Se você não teve essa sorte, nunca é tarde para se aprimorar. Vá a um sebo ou biblioteca pública e leve para casa os grandes clássicos da literatura. Leia-os, custe o tempo que custar. Nada de resumos. Além de aprender coisas novas, você poderá citá-los em conversas ou fazer alusões espirituosas, até mesmo parafraseando personagens. Lembre-se: ricos recebem educação tradicional, portanto nada de ler os autores da moda. Seja condescendente com quem lê essas coisas e diga que os lerá se um dia tiver tempo (assim mesmo). Jamais seja descortês com quem gosta de Paulo Coelho e Crepúsculo: ricos acham até bonitinho que os seres inferiores tenham tais peculiaridades, e agrada-os ver que sabem ler. Mas você, você rico de nascença, lê somente os Grandes Autores. Se não souber quem são, procure no Google. E não precisa ler tudo de uma vez: três ou quatro livros por ano já aumentam sua cultura.
Outro ponto importante: ricos não militam. Nunca. Ricos nunca são de esquerda e se o são, é apenas por excentricidade. Nunca fazem propaganda política, a menos que o cônjuge seja candidato à Presidência. Ricos pouco se importam com o que você crê. Nunca rebatem militância nem elevam a voz em protestos. Doutrinam pelo exemplo, discretamente, sem nunca discordar ou ser ríspidos.
Quanto à religião, geralmente são católicos. Se forem protestantes, são luteranos ou presbiterianos, nunca pentecostais. Os novos-ricos, emergentes, ex-pobres, escolhem religiões novas, recém-fundadas. Portanto, se você é religioso, frequente templos antigos de religiões milenares. Seja discreto em sua fé e nunca, jamais, tente converter ninguém - nem seu melhor amigo. Vá a cerimônias de outras religiões e fique calado. Ricos não se apegam a mesquinharias e discussões fúteis sobre quem está certo - ele sabe que quem está certo é ele, e sente-se seguro e confortável, por isso não discute.

- Filhos: Não têm. Ou têm apenas um, e o mandam estudar na Europa. Nada, mas nada mesmo, grita "pobreza" como ter um monte de filhos, especialmente se todos tiverem a mesma inicial no nome. Mulheres ricas não passam metade da vida gerando crianças. Elas dão ao marido um herdeiro, e depois angariam fundos para caridade. Elas ajudam os filhos dos "menos favorecidos" a receber educação, higiene e comida. Mas repelem a simples ideia de procriar indefinidas vezes. Elas são ocupadas, inteligentes, espertas e divertidas; não lhes sobra tempo. Ah, e pode notar: as ricas somem quando estão grávidas. Nada de exibir por aí os pés inchados como pães e o rosto todo manchado: Só dão um pulinho na praia (pela vitamina D) e depois vão para o campo, respirar ar puro e comer verduras até o bebê nascer. Só voltam a aparecer em público quando já estão magras e lindas novamente. Aos homens, só cabe ficar ansiosos. Nada de filmar parto, ir a curso de ioga para gestantes, esta baboseira toda. Homem só espera a notícia de que o bebê nasceu e distribui charutos. Se você não é rico de verdade, esforce-se por conter este impulso pobre de procriação.  Tenha um filho, dê a melhor educação que puder, e só o exponha aos amigos quando ele já não lhe causar embaraços, a fazer birra e se cobrir de ranho. Crianças pequenas devem ficar em casa, com a babá ou avó. Elas dão trabalho, irritam as pessoas, podem se machucar ou simplesmente sumir. Quando o herdeiro já estiver com dez ou doze anos, vista-o com uma camisa pólo e bermudas de safári e leve-o a um passeio ao ar livre, para conhecer seus amigos. Antes disso, deixe-o na escola e o faça praticar esportes, aprender idiomas e visitar museus. Não deixe seu filho virar um completo babaca. Na verdade, é bem provável que ele vá se tornar um desses moleques feios que usam crocs e ouvem funk no celular - sem fones de ouvido -, por isso, se puder evitar ter filhos, faça-o antes que seja tarde. E na hora de escolher o nome da criança, as diretrizes são estas:

1 - Nomes de família são preferíveis; exemplo: Damiana, Adolfo, Laura, José Carlos, Carmem, Inácio, Joana, Cândido.

2 - Nomes de santo são permitidos; exemplo: Bento, Clara, Pedro, Cecília, Tiago, Margarida, Antônio, Maria, Bartolomeu.

3 - Nomes de cidade, estado ou país (ou derivados destes) são toleráveis: Genebra, Paris, Haifa, Líbano, Iran, Atena, Munique, Lyon, Bristol, Florence.

4 - Nomes de celebridades não são recomendados; Katy, Beyoncé, Michael Douglas, Sharon, Cicciolina, Xuxa, Luan, Mara, Brad Pitt, Angelina, Sheldon, Tufão. (Tufão nem sequer é nome.)

5 - Nomes americanizados, inventados e cheios de Y são terminantemente e irrevogavelmente proibidos: Kaiky, Rayca, Huiã, Oksonn, Jakelinny, Kleuzys, Irlanny, Jaks, Dionny, etc.

- Bens e posses: Se você não tem onde cair morto, não alardeie posses. Simplesmente não fale desse assunto. Se já teve a oportunidade de passear de barco, jet-ski, ou de esquiar na neve, voar para o exterior ou fazer viagens exóticas, fale disso com um ar blasé, sem nunca dar detalhes mesquinhos ou dizer que os veículos eram seus. Fale como se fosse seu dia-a-dia, sem delongas e sem deslumbre. Ricos não se espantam com coisas caras e maravilhosas - para eles é normal. Eles nunca se impressionam por suas posses. As únicas coisas capazes de encantar os ricos são coisas únicas e que ninguém no mundo tem outra igual: uma gema de grande valor, o túmulo de um faraó, o manuscrito original de uma ópera ou de qualquer coisa de Da Vinci, um animal de estimação de grande beleza ou esperteza, obras de arte, conversas agradáveis, companhias divertidas, cartas de amigos. Parecem bobagens, mas são, de fato, coisas de grande valor. Quanto às Ferrari, os celulares de edição limitada, os computadores supermodernos... essas são coisas que "todo mundo tem", e que servem apenas de instrumento para o que os ricos querem fazer. Nada é mais pobre que gritar de emoção diante de um carro novo, ou de pedir para ver o celular incrível do amigo (a menos que seja para resolver algum problema, por gentileza).
Fingir que é dono de um iate ou de fazendas no Paraná pode deixá-lo em maus lençóis, e fazê-lo passar vergonha. Porque um rico de verdade pode ser o dono de tais fazendas, ou pode simplesmente pedir para visitá-las, ou dar uma volta no seu iate. Afinal, com os ricos é assim, eles se convidam, engendram festas e jantares, e tudo está sempre disponível para eles. Eles apenas combinam um dia que não vá incomodá-lo e aparecem (com uma malinha minúscula e um sorriso no rosto, achando tudo muito pitoresco). Se você não tiver um iate ou casa na praia, não minta. Mas também não precisa ficar dizendo que é pobre. Simplesmente não fale disso. Se seu carro é velho ou simples, só comente se alguém perguntar - diga que foi herança, ou que gosta muito dele. E não dê mais detalhes. Ricos são todos um pouco excêntricos. Podem até pedir para dar uma volta. Se mora num apartamento minúsculo e fora da zona nobre, diga apenas que está "reorganizando sua vida": todos deduzirão que teve um divórcio difícil ou uma de suas empresas foi a falência, ou que está escondendo bens da Receita. Não precisa mentir, dizer essas coisas. Deixe que imaginem, não fale nada. Logo eles falarão de outra coisa, porque os ricos viajam, vêem coisas interessantes e têm mais do que falar que de seu carro rodado ou de sua casa pequena.
Também evite falar de negócios que não conheça - ricos são desconfiados, gananciosos e discretos. Por trás daquela fachada de empresário filantropo, pode haver coisas ilegais - e você não quer saber de nada disso. Tudo que é comprometedor é tabu. Fale de outras coisas: notícias dos jornais, desempenho dos políticos (europeus, não daqui), e do que conhece de verdade. Seja você mesmo no que tange aos negócios: se é um bom vendedor, fale de mercado. Se é artista, fale de artes. Se é atleta, fale de esportes. Fale de ciências, de números, de bichos de estimação, de pipoca, do que souber fazer melhor. Todo mundo, rico ou pobre, gosta de ouvir alguém falar com propriedade de um assunto interessante. E pode até surgir um emprego novo, que o faça subir na vida.

- Hobbies: Ricos gostam de hobbies diferenciados, sejam eles toscos ou não. É comum caçarem, pintarem, montarem a cavalo ou colecionarem selos, bonecas de porcelana, joias, livros raros, carros, etc. Mas também pode ser interessante terem hobbies menos aristocráticos: jardinagem, origami, aeromodelos, colecionar souvenirs de viagem, desenhar, criar algum animal (cães, gatos, patos, ou até animais mais caros como cavalos), nadar, dançar, tocar algum instrumento musical. É importante apenas que haja um hobby, porque é preciso arejar a cabeça (muito exigida por conta dos negócios multimilionários). As mulheres podem dedicar-se à filantropia e os homens, a apostar de leve na bolsa de valores (arriscar fortunas na bolsa é coisa de desesperados). Caso não tenha condições de fazê-lo, escolha um hobby mais simples e dedique-se a ele com alguma frequência: logo encontrará algum rico que se interessa pelo assunto e que vai compartilhá-lo com você.

- Excentricidades: Todos os ricos têm alguma particularidade interessante: alguns só bebem água com gás, outros são judeus e estritamente Kosher, uns não gostam de voar, outros viajam à África a passeio. São detalhes menores. Só os PODRES de ricos podem ser realmente excêntricos. Para os simples mortais, excentricidade é sinônimo de loucura, irresponsabilidade.
Sim, você deve ter personalidade. Deve ter seus gostos e idiossincrasias. Mas evite ser exótico demais, ou será tido por fanfarrão - ninguém vai levá-lo a sério. Saiba portar-se entre as pessoas, não banque o engraçadinho com quem não conhece bem. Hobbies bizarros ou de mau gosto, hábitos detestáveis, expressões absurdas, tom de voz muito elevado, sotaque forte demais (de caipira, de paulistano, de baiano, de gaúcho) são exageros desnecessários e que afastarão as pessoas de você.
Um toque de estranheza é sempre divertido - mas só um toque, e não toda uma vida de maluquices. Lembre-se, você quer pertencer ao grupo, e não ser excluído dele. Se não estiver disposto a abrir mão de certas esquisitices, desista e volte a ser pobre.

- O que dizer (frases próprias dos ricos, em lugar das frases de pobre): Tenha o cuidado de pronunciar corretamente as palavras, sem sotaque forte e sem comer letras.

Oiiiiiii: "Olá, como vai?"
Tchau tchau: "Até logo, foi um prazer revê-la"
Pode entrar!: "Entre, por favor"
Alô, aqui é o Nelson: "Pois não? É claro que sou eu" (Lembre-se: os ricos nunca precisam se identificar, as pessoas sabem quem eles são).
Que legal: "Fascinante!"
Gente boa, ela!: "Oh, ela é o máximo"
O que que é isso aí?: "Que interessante, o que é?"
Eu tenho faz um tempão: "Está na família há três gerações"
Credo, que nojo!: "Que desagradável"
Não gosto: "Sou alérgico"
Adoro: "É fantástico"
Detesto: "Nunca me impressionou"
Traz a conta?: "A nota, por favor"
Não tenho dinheiro para ir: "Receberei uma visita importante neste dia"
Não fui porque estava sem grana/ gasolina/ carona: "Não fui, pois tive um compromisso inadiável, mas farei o possível para ir da próxima vez".
Que mulher feia!: "Que interessante"
Que mulher bonita/ gata/ gostosa: "É realmente belíssima"
Tá lá no quarto: "Está em seus aposentos"
Que delícia (de bebida, comida, temperatura da água, etc): "Agradabilíssimo", ou "No ponto ideal".
Eu sei lá!:  "Não me recordo" ou "Ainda não tive oportunidade de conhecer"
Quanto custa isso?: NUNCA PERGUNTE, a menos que se trate de um castelo na Escócia ou do cavalo mais premiado da Europa. Para todo o resto, se não puder descobrir o preço por conta própria, seja discreto e evasivo, como: "De quanto devo dispor?", ou "Em dólares ou Reais? Qual a cotação do dólar para hoje?".

Alguns assuntos são simplesmente tabu: ricos não comentam doenças, especialmente as de pouca gravidade. Nunca falam de azia, chulé, caspa, dor de dente, gases e dor de barriga. Quanto não se sentem bem, têm "uma indisposição" ou um "ligeiro mal-estar", e só. Quando se trata de doenças graves ou terminais, apenas falam que "Fulano adoeceu" e dizem se está em casa ou no hospital. E nunca comentam minúncias de acidentes: apenas dizem que "Fulano sofreu um acidente" e onde está internado, se estiver. Perdas materiais só são citadas se forem de grande monta: uma fábrica que pegou fogo, um jato que caiu, um quadro valiosíssimo que foi roubado. Para pequenos danos domésticos, apenas alegam ter sofrido "um pequeno aborrecimento".
Do mesmo modo, as alegrias só devem ser comentadas se forem de mérito e dignidade: Formaturas, casamentos, medalhas de honra, vitórias em esportes, viagens e passeios, triunfos variados, aquisição de um novo imóvel para uso próprio (as casas de aluguel não são comentadas). As comprinhas bobas do dia-a-dia (celular novo, bijouterias, supermercado) nunca são comentadas, porque são assuntos medíocres.
E atente para a etiqueta: ricos são educados até (e principalmente) com as pessoas de quem não gostam. Isso lhes dá aquele ar de arrogância que todos gostaríamos de ter.

Muito bem! Agora que você já sabe o segredo dos ricos, é só sair por aí emanando finesse e conquistando admiradores.

14 comentários:

Luís Gustavo Brito Dias disse...

- que pesquisa, hein Badá!
O empenho deve ter sido grande; mas valeu a pena, pois foi muito bem detalhado o mundo da finesse.
Talvez sua profissão também favoreça, rs.

Mas devo admitir que não teria paciência para isso tudo, pois simplesmente gosto de estar com os outros, sem etiquetas ou rituais...
Até porque eu não seria eu se me sujeitasse a estas peculiaridades.

ps: vou passar sua dica adiante para algumas pessoas que conheço, rs.

grande abraço,
Até mais!

Badá Rock disse...

Obrigada, Luís Gustavo! Eu também não pretendo levar ao pé da letra, mas algumas dicas são valiosas - seria ótimo se todos aplicassem algumas delas no dia-a-dia.
Mas é claro que não vamos deixar de ser nós mesmos, né?

Anônimo disse...

Texto agradabilíssimo. Recomendo como instrutiva leitura.



Luís Gustavo Brito Dias disse...

- Verdade.
Nada mais original do que manifestarmos o que somos.
Mas creio ter entendido o que você quis passar: diversas dicas podem ajudar-nos a se mais cordial e menos inconveniente ou desrespeitoso, rs.

Ed disse...

Badá, que texto ótimo. Agradabilíssimo. Um abraço.

Anônimo disse...

Texto fantástico! Meus parabéns,vou por em prática! Abraço.

Anônimo disse...

Texto fantástico! Vou por em prática.. Meus parabéns! Abraço!

Anônimo disse...

Texto fantástico! Vou por em prática.. Meus parabéns! Abraço!

Anônimo disse...

As dicas foram maravilhosas. Lendo o texto percebi que eles agem assim mesmo! Não é difícil de fazer. É uma questão de hábito!

Jorge Louise Grimald disse...

Olá, texto muito bom, era exatamente o que estava procurando.
Me identifiquei com você, diria que sou uma pessoa que procura seguia ao pé da letra todas essas dicas.

Anônimo disse...

Estou muito grata por este texto. Parabéns pelo estilo conciso, claro e leve!
Cristina.

Anônimo disse...

Nada além de "ridículo" surgiu na minha cabeça. Mas vou dizer fantástico! Ou Interessante! Pq é coisa de rico rsrsrsrsrsrsr

Anônimo disse...

Algumas coisas como:está em seus aposentos,agradabilíssimo,sou alérgico,não são muito indicados na minha opinião,vai parecer meio idiota,agora o resto das coisas é bastante interessante.

Jaynne Nunes disse...

Realmente muito bom. Essas dicas ajudam bastante, e fazem o tipo de rico "elegante" e não "ostentador" que a maioria das pessoas tentam parecer. Indico muito.